Deputado evita colocar lenha na fogueira em crise entre Zema e cúpula do Novo de SC
As recentes críticas do pré-candidato do Novo à presidência da República, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro, nome colocado pelo PL para concorrer ao Palácio do Planalto, incomodaram a cúpula do Novo de Santa Catarina, que o desconvidou de um evento da legenda no estado no início de julho.
Em reação às críticas de Zema a Flávio, o presidente do diretório catarinense do Novo, Kahlil Elias Assib Zattar, informou a correligionários que, após conversa de alinhamento com os principais dirigentes no estado, a sigla estadual decidiu não manter o convite que havia feito ao ex-governador de Minas Gerais.
Além disso, a cúpula do partido no estado ameaça desembarcar de um eventual apoio à postulação de Zema caso não seja feita uma mudança drástica e imediata na equipe de comunicação do pré-candidato do Novo ao Planalto.
A iniciativa do diretório catarinense desagradou integrantes da legenda, que pontuam que a decisão foi unilateral e que indicam que o desconforto poderia levar inclusive a uma destituição de Kahlil.
Ontem, Zema minimizou a crise e defendeu que a direita se una em um eventual segundo turno contra o PT.
Catarinense, o deputado federal Gilson Marques não quis dar declarações que representassem um desdobramento para a crise interna.
“Estou concentrado em derrotar o PT. Não irei perder tempo e nem estimular conflitos internos ou na direita”, afirmou o parlamentar do Novo ao Radar.