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Economia verde supera US$ 10 trilhões em valor de mercado

17 de Junho de 2026, 16:49 0 visualizações
Economia verde supera US$ 10 trilhões em valor de mercado

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A economia verde ultrapassou a marca de US$ 10 trilhões (R$ 55 trilhões) em valor de mercado, consolidando-se como um dos maiores segmentos da economia mundial e ampliando sua relevância entre investidores, empresas e governos.

O avanço reflete o crescimento acelerado de setores como energias renováveis, veículos elétricos, armazenamento de energia, eficiência energética, infraestrutura sustentável e tecnologias voltadas à redução de emissões de carbono.

O marco representa uma mudança estrutural nos mercados financeiros. Há pouco mais de uma década, os negócios ligados à sustentabilidade ocupavam uma parcela limitada das bolsas de valores.

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Hoje, empresas associadas à transição energética respondem por uma fatia cada vez maior dos mercados acionários e atraem volumes crescentes de capital.

Setor cresce mais rápido que a maioria da economia

Dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial e pela consultoria Boston Consulting Group mostram que a economia verde já movimenta mais de US$ 5 trilhões (R$ 27,5 trilhões) por ano em receitas, sendo o segundo segmento econômico que mais cresceu na última década, atrás apenas do setor de tecnologia.

A projeção é que esse mercado ultrapasse US$ 7 trilhões (R$ 38,5 trilhões) em valor econômico anual até 2030.

Segundo o levantamento, as receitas provenientes de atividades verdes cresceram, em média, duas vezes mais rápido que as receitas de negócios convencionais entre 2020 e 2024. Empresas com forte exposição a esses mercados também costumam acessar capital mais barato e receber avaliações mais elevadas dos investidores.

A expansão tem sido impulsionada principalmente pela queda dos custos tecnológicos.

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Desde 2010, os preços dos painéis solares e das baterias de íons de lítio recuaram cerca de 90%, enquanto os custos da energia eólica offshore caíram aproximadamente 50%, tornando diversas soluções de baixo carbono competitivas sem necessidade de subsídios significativos.

Mercados financeiros acompanham a transformação

O crescimento da economia verde também tem sido acompanhado por uma forte expansão dos instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade.

O mercado de títulos verdes, sociais e sustentáveis ultrapassou US$ 7 trilhões (R$ 38,5 trilhões) em emissões acumuladas em 2026, segundo a Climate Bonds Initiative. Apenas os chamados green bonds já representam mais de US$ 4 trilhões (R$ 22 trilhões) desse total.

A expansão demonstra que investidores institucionais continuam direcionando recursos para projetos ligados à transição energética, adaptação climática e infraestrutura resiliente, apesar de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas.

China lidera expansão industrial

Embora o crescimento seja observado em diversas regiões, a China consolidou posição de destaque na produção e implantação de tecnologias verdes. O país lidera a fabricação de painéis solares, baterias e veículos elétricos, além de concentrar parte significativa dos investimentos em infraestrutura de energia limpa.

O avanço chinês tem contribuído para acelerar a redução dos custos globais dessas tecnologias, ampliando sua adoção em mercados emergentes e desenvolvidos.

Nem todos os segmentos avançam no mesmo ritmo

Apesar do crescimento robusto, especialistas destacam que a economia verde não evolui de forma homogênea.

Tecnologias já consolidadas, como energia solar, eólica, baterias e veículos elétricos, alcançaram ampla competitividade econômica. Em contrapartida, setores como hidrogênio de baixo carbono e captura e armazenamento de carbono ainda dependem de apoio regulatório e incentivos financeiros para atingir escala comercial.

A diferença de maturidade entre as tecnologias ajuda a explicar por que parte dos investimentos continua concentrada em áreas consideradas mais seguras e rentáveis pelos mercados.

Investidores apostam em crescimento de longo prazo

A valorização das empresas ligadas à economia verde ocorre em um momento em que investidores buscam setores capazes de combinar crescimento, inovação tecnológica e resiliência diante de mudanças regulatórias e climáticas.

Segundo análise da London Stock Exchange Group (LSEG), companhias relacionadas à transição verde representavam cerca de US$ 7,9 trilhões (R$ 43,45 trilhões) em capitalização de mercado já no primeiro trimestre de 2025.

A superação da marca de US$ 10 trilhões (R$ 55 trilhões) indica que o setor continuou expandindo sua participação nos mercados acionários ao longo dos meses seguintes.

Para analistas, a trajetória sugere que a economia verde deixou de ser um nicho voltado exclusivamente à agenda climática para se tornar uma das principais frentes de crescimento empresarial e financeiro do século XXI.

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