Envolvidos no estupro coletivo em Copacabana terão que responder por outra vítima
A Polícia Civil do Rio concluiu que dois dos cinco envolvidos no caso de estupro coletivo em Copacabana participaram de um episódio semelhante em agosto de 2023, em Botafogo, também na Zona Sul do Rio. A dupla vai responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado.
Como os dois eram menores de idade na época do crime – um tinha 17 e o outro 14 anos -, a Polícia Civil pediu a busca e apreensão deles. Um terceiro homem foi indiciado pelo crime, mas vai responder ao processo em liberdade.
Segundo a 12ª DP (Copacabana), delegacia responsável pela investigação dos dois casos, o abuso ocorreu na casa do adolescente de 17 anos. A vítima, que tinha 14 anos na época, contou que foi para o local a convite do outro menor de idade para um encontro a sós. Lá, os dois foram para um quarto e, logo em seguida, o menino coagiu a adolescente a deixar os outros dois agressores entrarem no cômodo. Neste momento, os três homens a agrediram sexualmente por cerca de uma hora e meia, com socos na costela e tapas no rosto. Depois disso, os acusados ainda divulgaram vídeos do estupro na internet, segundo a investigação.
A menina e a mãe dela procuraram a polícia depois da repercussão do caso de Copacabana. Durante as investigações, agentes da 12ª DP analisaram filmagens das lesões e mensagens de telefone, que comprovaram a veracidade dos fatos, de acordo com a polícia.
Quanto ao adulto envolvido no caso, pela ausência de contemporaneidade, os investigadores pediram medidas cautelares no lugar da prisão. Ele foi indiciado por estupro coletivo qualificado e está proibido de se aproximar da vítima ou de manter contato com ela por qualquer meio. Também terá que comparecer periodicamente em juízo.