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Está ficando constrangedor para um jogador brasileiro na Copa

23 de Junho de 2026, 17:47 0 visualizações
Está ficando constrangedor para um jogador brasileiro na Copa

Chega de hipocrisia: a Copa do Mundo é um negócio de entretenimento e assim precisa ser vista. A Fifa prevê arrecadar mais de 4,2 bilhões de dólares com a venda dos direitos de transmissão, incluindo plataformas como o YouTube e o TikTok. É 20% sobre a arrecadação na Copa do Mundo do Catar 2022. Somando a venda de ingressos e lembranças do torneio, estima-se um faturamento de 11 bilhões de dólares. Como negócio, para não perdermos o fio da meada, é preciso de estrelas, e é fundamental, como em todo espetáculo, que os grandes nomes façam o que saibam fazer. Nesse aspecto, que Copa memorável, ao fim da segunda rodada. Lionel Messi fez todos os cinco gols da Argentina e chegou a 18 em seis Copas. Mbappé, em seu terceiro mundial, está com 17 – tendo feito quatro agora, nos Estados Unidos. O norueguês Haaland também tem quatro. Ou seja: três donos do pedaço, campeoníssimo em marketing, disputando a artilharia. É fenomenal. E há um quarto personagem, Cristiano Ronaldo, também em sua sexta Copa, que finalmente desencantou: marcou duas vezes apenas no primeiro tempo contra o Uzbesquistão e se tornou o primeiro jogador da história a marcar em seis Copas.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve estar rindo de orelha a orelha – o show vai continuar, e que beleza ter o argentino, o francês, o norueguês o português. Uma única estrela, ao menos até agora, do quinteto mais badalado, parece estar em falta – vai muito bem no bobinho, no aquecimento antes dos treinamentos, na academia, na fisioterapia, e só. Neymar pode entrar contra a Escócia, mas só o fará se o jogo – decisivo – estiver tranquilo para a canarinho. Ele é assunto permanente, a ausência que representa uma enorme presença, e soa constrangedor comparar a Copa que tem feito – porque não tem feito, ainda se recuperando de uma contusão na panturrilha a perna direita – com a dos outros gigantes da bola e da propaganda. Se até Cristiano Ronaldo, que tem um quê de Neymar ao roubar a cena e atrais as atenções, enfim mostrou ao que veio, que situação incômoda. Há tempo ainda para que o camisa 10 do Santos queime a língua de quem o critica, mas é bom ele acelerar o passo. E quem sabe, o Brasil então fique com outra figura midiática e fundamental: Vinicius Jr. 

Neymar Jr. em primeiro plano, correndo agachado para a direita, usando camisa azul e shorts verde-escuro da seleção brasileira, com chuteiras amarelas. Outros dois jogadores, um com cabelo trançado e outro de costas, também correm no campo verde, com pequenos obstáculos amarelos no chão
Neymar: aparentemente muito bem nos treinos, depois de um mês sem jogar uma partida de futebolRafael Ribeiro/CBF/Divulgação
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