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Flávio Bolsonaro faz romaria de 4h em GO e evita falar sobre crise com Michelle

27 de Junho de 2026, 03:04 0 visualizações

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou, nesta sexta-feira (26/6), uma caminhada de 18 quilômetros entre Goiânia e Trindade, em Goiás. O trajeto até a Basílica do Divino Pai Eterno teve tom religioso, mas serviu também como gesto político em meio a um momento de desgaste interno no Partido Liberal (PL), após o vídeo divulgado nesta semana pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Flávio chegou ao ponto de partida por volta das 18h30 e iniciou a caminhada acompanhado de apoiadores. Ao longo do percurso, foi seguido por militantes e simpatizantes, que o recepcionaram na chegada à basílica, por volta das 22h40.

Embora seja evangélico, o senador buscou fazer um aceno à comunidade católica ao participar de uma das romarias mais tradicionais do país. A presença no ato religioso expôs, também, a tentativa da pré-campanha de alargar sua base simbólica para além do eleitorado evangélico, em que o bolsonarismo costuma ter maior aderência.

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Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)
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Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Flávio Bolsonaro durante a Romaria do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO)

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Flávio disse que participou da caminhada a convite do senador Wilder Morais (PL-GO), pré-candidato ao governo de Goiás. Wilder já integrou o governo de Ronaldo Caiado (PSD), mas hoje representa um palanque próprio do PL em um estado onde a direita chega dividida para 2026.

A movimentação se dá em um momento em que Caiado, também nome da direita, aparece como rival de Flávio no campo conservador. A visita a Goiás, portanto, não foi apenas religiosa: também marcou a tentativa do pré-candidato do bolsonarismo de ocupar território em um estado estratégico e em disputa dentro da própria direita.

Atrito com Michelle Bolsonaro

O ato ocorreu dois dias depois de Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio, publicar vídeos nas redes sociais, na quarta-feira (24/6), em que afirmou ter se sentido desrespeitada pelo senador durante uma conversa telefônica.

A crise começou após divergências sobre a articulação do PL no Ceará, onde lideranças da sigla discutiram uma composição com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno.

No vídeo, Michelle disse que Flávio retornou uma ligação de forma ríspida, que a maltratou e que teria sugerido que ela ficasse fora das decisões partidárias.

“Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone”, afirmou a ex-primeira-dama. Ela também disse ter entendido que Flávio não queria seu apoio ou considerava esse apoio irrelevante: “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante”.

Questionado sobre o episódio, Flávio evitou responder diretamente sobre Michelle. Sem citar o nome da ex-primeira-dama, o senador disse que havia visitado o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mais cedo e afirmou que, da parte dele, o assunto era “página virada”.

“É bola para frente, é página virada”, declarou Flávio, ao tentar reduzir publicamente a crise.

A fala, porém, não encerra o desconforto nos bastidores. O vídeo de Michelle expôs um racha na família Bolsonaro e mostrou que a pré-campanha ainda convive com disputas internas sobre quem terá peso real nas decisões políticas.

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