Jogador argentino procura esposa e filhos desaparecidos após terremotos na Venezuela
O jogador argentino Lucas Trejo fez um apelo público nesta quinta-feira, 25, após perder contato com a esposa e os dois filhos depois dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira. Segundo o atleta, o edifício onde a família morava desabou durante os tremores.
Trejo, que atualmente defende um clube venezuelano, afirmou nas redes sociais que não tem informações sobre o paradeiro da esposa, Yani, nem dos filhos, Aarón e Ainhoa. Em uma publicação, pediu ajuda para localizar os familiares e mobilizou seguidores em busca de notícias.

“Nosso edifício em Playa Grande caiu. Não sei nada da minha família. Por favor, rezem por eles e compartilhem esta mensagem para que chegue a alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que eles não estavam lá”, escreveu.
Playa Grande é uma cidade litorânea localizada a cerca de 12 quilômetros ao norte de Caracas e está entre as áreas afetadas pelos abalos sísmicos.
O drama vivido pelo jogador se repete em diferentes regiões do país. Centenas de famílias ainda aguardam informações sobre parentes desaparecidos após a sequência de terremotos que provocou desabamentos de prédios e casas, além de danos à infraestrutura urbana.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, pelo menos 188 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. Equipes de resgate seguem trabalhando em meio aos escombros na tentativa de localizar sobreviventes.
Terremotos devastadores na Venezuela
Os terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira, em um fenômeno considerado raro pelos especialistas. O primeiro abalo, de magnitude 7,2, foi registrado próximo à cidade de Morón. Apenas 39 segundos depois, um segundo tremor, ainda mais forte, de magnitude 7,5, atingiu praticamente a mesma região, agravando os danos.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de magnitude 7,5 foi o mais intenso registrado no país desde o início do século XX. Especialistas classificam o episódio como um “terremoto duplo”, ocorrência incomum em que dois grandes abalos sísmicos acontecem em sequência e na mesma área.
Os tremores provocaram desabamentos, interrupções no fornecimento de energia e danos a estradas, hospitais e edifícios públicos. O estado de La Guaira, localizado no litoral norte e uma das áreas mais afetadas, foi declarado zona de desastre pelas autoridades.
A resposta à emergência também mobilizou organismos internacionais. O coordenador de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, afirmou que a recuperação exigirá um “esforço coletivo massivo” e informou que equipes internacionais de busca e resgate estão sendo enviadas ao país.
Segundo a ONU, quase 8 milhões de venezuelanos já dependiam de assistência humanitária antes dos terremotos. A avaliação da entidade é que a tragédia pode agravar ainda mais a situação de vulnerabilidade enfrentada por parte da população.