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No G7, Trump diz que ouviu chuva de elogios por acordo com Irã: ‘Alcançamos todos os objetivos’

17 de Junho de 2026, 16:47 0 visualizações
No G7, Trump diz que ouviu chuva de elogios por acordo com Irã: ‘Alcançamos todos os objetivos’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o acordo com o Irã anunciado dias antes alcançou todos os objetivos de seu governo. Em pronunciamento à imprensa após a cúpula do G7, ele afirmou que recebeu elogios de todos os líderes com os quais se encontrou ao longo do evento na França.

Após agradecer ao presidente francês, Emmanuel Macron, por uma cúpula bem-sucedida, Trump garantiu que o memorando de entendimento com Teerã “alcançou tudo o que nos propusemos a realizar, e muito mais”, embora o arranjo tenha estabelecido apenas a reabertura completa do Estreito de Ormuz, em uma espécie de retorno ao status quo pré-guerra, e o início de um período de 60 dias para tratativas sobre o programa nuclear iraniano, o qual, só para lembrar, encabeçava o rol de justificativas para a incursão militar de Estados Unidos e Israel na república islâmica, em 28 de fevereiro.

“Se não tivéssemos feito este acordo, poderíamos ter lançado mais bombas por mais três semanas, duas semanas, quatro semanas, dois anos, anos. Vocês nunca teriam o Estreito de Ormuz aberto, vocês nunca teriam tido sucesso”, declarou o presidente americano, acrescentando que só interrompeu os ataques porque “não queria ver uma catástrofe econômica”.

O ocupante do Salão Oval descreveu o G7, sediado na cidade francesa de Evian, como “uma oportunidade para discutir os detalhes deste acordo histórico”, dizendo que recebeu elogios de todos os líderes com quem se encontrou. Mais cedo, porém, ele havia destacado a natureza provisória do tratado e voltou a ameaçar bombardear o Irã caso o país “não se comporte”.

Soleimani

Ele também se vangloriou da operação americana de 2020 que levou ao assassinato de Qassem Soleimani, major-general da Guarda Revolucionária Islâmica e comandante da Força Quds — uma divisão responsável, principalmente, por ações militares fora do Irã. Segundo ele, o episódio, que ocorreu em seu primeiro mandato, foi um pré-requisito para o acordo atual.

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“Foi um dos maiores eventos que já aconteceram no Oriente Médio, talvez de todos os tempos”, disse ele sobre a morte de Soleimani.

Líbano e paz mais ampla

Ainda sobre o Oriente Médio, Trump voltou a expressar frustração com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que “às vezes se empolga demais”, referindo-se aos combates contra o Hezbollah, milícia do Líbano financiada pelo Irã. “Bibi, você não precisa demolir um prédio toda vez que alguém do Hezbollah entra nele”, disparou o americano, que nos últimos dias tem subido o tom com o aliado, cujas operações em território libanês têm feito as negociações entre Washington e Teerã balançarem.

Mais cedo, o G7 exigiu um cessar-fogo imediato no Líbano, mas sem citar os ataques israelenses ou a ocupação no sul do país.

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“A paz no Líbano é algo em que teremos que trabalhar um pouco. É uma peça muito pequena do quebra-cabeça, na verdade, mas ainda assim faz muito barulho”, acrescentou, dizendo ainda esperar que o acordo com o Irã seja o início de um processo de paz mais amplo em todo o Oriente Médio.

Trump afirmou ainda que vai trabalhar com as nações do Golfo em “questões não nucleares”, enquanto alegou que a navegação pelo Estreito de Ormuz “já aumentou substancialmente” como resultado do acerto com a república islâmica.

“O que estou fazendo e o que fiz deveria ter sido feito anos atrás, quando teria sido muito mais fácil, com muito menos poder de fogo”, concluiu, voltando aos autoelogios.

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