Oito jogadores da Tunísia apresentam exames controversos no antidoping
Oito jogadores da Tunísia apresentaram clenbuterol, substância proibida no futebol, em exames antidoping durante a Copa do Mundo de 2026. A seleção, eliminada na primeira fase, já foi alertada sobre a situação, assim como os clubes e os atletas, pela Agência Mundial Antidoping (WADA).
A informação foi publicada pelo jornal The Times. A substância, que é usada ilegalmente na pecuária do México, também está relacionada à contaminação alimentar, geralmente causada pelo consumo de carne contaminada.
Essa, inclusive, é a principal suspeita da agência, já que o clenbuterol foi encontrado em concentrações inferiores aos limites estabelecidos. A substância é conhecida por seus efeitos anabólicos, como aumentar da massa muscular e a redução da gordura corporal.
Um restaurante de Monterrey, no México, onde a Tunísia estabeleceu sua sede durante o Mundial, é investigado. Caso essa hipótese se confirme, os atletas não serão punidos. Os exames foram coletados entre 10 e 14 dias antes da partida da seleção contra a Holanda.
Essa não é a primeira vez que essa situação ocorre. Em 2011, durante a Copa do Mundo Sub-17, diversos atletas apresentaram resultado positivo para a sustância em exames antidoping. Posteriormente, foi comprovado que a ingestão ocorreu por meio do consumo de carnes contaminada servida em hotéis.
