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Paris em chamas: como a onda de calor desafia o começo da Semana de Moda Masculina na capital francesa?

23 de Junho de 2026, 19:03 0 visualizações
Paris em chamas: como a onda de calor desafia o começo da Semana de Moda Masculina na capital francesa?

Paris amanheceu nesta terça-feira 23, sob um céu branco, com temperaturas que chegam a 40 graus. Nesse cenário pouco romântico para os padrões da capital francesa que começou a Semana de Moda Masculina de Paris, marcada não apenas pelas estreias aguardadas e pelos grandes nomes do calendário, mas também por uma intensa onda de calor que atinge a França e diversos países da Europa.

Com temperaturas excepcionalmente elevadas para o início do verão europeu, a organização e as marcas precisaram adaptar a programação. Alguns dos desfiles mais aguardados da semana tiveram seus horários alterados para evitar os momentos de maior calor do dia. A Dior, que apresentará sua coleção masculina no Museu Nissim de Camondo, antecipou o desfile para a manhã de quarta-feira. A mesma medida foi adotada por Rick Owens, que também transferiu sua apresentação para um horário mais cedo.

A mudança reflete uma realidade cada vez mais presente no universo da moda. Nos últimos anos, eventos ao ar livre e apresentações realizadas em espaços históricos têm precisado rever cronogramas diante de fenômenos climáticos extremos. O calor intenso, antes tratado como uma exceção, tornou-se um fator de planejamento tão relevante quanto cenografia, casting ou logística.

Como manda a tradição, os estudantes do Institut Français de la Mode (IFM) abriram oficialmente a temporada. Ao longo do dia, marcas como a francesa Études Studio, a japonesa Auralee e a Saint Laurent (onde até Madonna sofreu com o calor, sem tirar os óculos escuros por um segundo sequer) deram o tom de uma semana que reúne cerca de 70 grifes e promete movimentar a indústria até o próximo domingo.

Mais esperados

Entre os momentos mais aguardados está o desfile da Louis Vuitton, comandada por Pharrell Williams. O estilista e músico americano encerra a programação desta terça e, como já virou tradição desde sua chegada à maison, deve atrair uma constelação de celebridades, influenciadores e nomes da cultura pop.

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Outro grande foco de atenção é a Dior masculina. Após sua chegada à direção criativa da casa, Jonathan Anderson apresenta sua terceira coleção masculina para a marca, consolidando uma das transições mais observadas da moda contemporânea. A expectativa é alta após as mudanças promovidas pelo estilista, conhecido por seu olhar conceitual e pela capacidade de transformar desejo em narrativa.

A temporada também marca novos capítulos importantes. A britânica Sarah Burton faz sua estreia na moda masculina da Givenchy, enquanto o americano Michael Rider apresenta seu primeiro trabalho masculino para a Celine, duas movimentações que ajudam a redesenhar o mapa criativo do luxo francês.

Entre passarelas, convidados munidos de leques e garrafas de água, ferve uma cidade que tenta encontrar sombra entre monumentos centenários. O assunto, porém, não está apenas nas roupas. Em uma temporada que começa sob temperaturas recordes, o clima também sobe à passarela.

 

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