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Pastor preso por estuprar sogra já foi condenado por porte de arma

01 de Julho de 2026, 01:19 1 visualizações

O pastor e funcionário público Dario da Conceição, de 61 anos, preso estuprar a sogra de 91 anos em Registro, no interior de São Paulo, já havia sido condenado pela Justiça antes da investigação que apura os abusos sexuais contra a idosa.

Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que o pastor recebeu, em 2003, uma pena de dois anos de reclusão por um crime relacionado à posse ou porte irregular de arma de fogo. A condenação foi baseada na Lei nº 9.437/97, legislação que regulamentava o registro e o porte de armas no país antes de ser substituída pelo atual Estatuto do Desarmamento.

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Dario Da Conceição foi preso por suspeita de abusar sexualmente da sogra, de 91 anos. A Justiça decretou prisão preventiva do suspeito.
Pastor Dario Conceição, da Assembleia de Deus em Registro, foi preso suspeito de estupro
Pastor Dario Conceição, da Assembleia de Deus em Registro, foi preso suspeito de estupro
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Pastor Dario Conceição, da Assembleia de Deus em Registro, foi preso suspeito de estupro

Reprodução/Redes Sociais
Dario Da Conceição foi preso por suspeita de abusar sexualmente da sogra, de 91 anos. A Justiça decretou prisão preventiva do suspeito.
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Dario Da Conceição foi preso por suspeita de abusar sexualmente da sogra, de 91 anos. A Justiça decretou prisão preventiva do suspeito.

Divulgação.
Pastor Dario Conceição, da Assembleia de Deus em Registro, foi preso suspeito de estupro
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Pastor Dario Conceição, da Assembleia de Deus em Registro, foi preso suspeito de estupro

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Segundo o documento, Dario foi indiciado, em abril de 2002, e condenado, em dezembro de 2003, pela Vara Comum de Registro. A pena de prisão acabou substituída por prestação de serviços à comunidade. Após o cumprimento das medidas impostas pela Justiça, a punibilidade foi declarada extinta, em maio de 2006. Na época, o processo tinha como vítima a coletividade, conforme consta nos registros judiciais.

Além dessa condenação, os documentos apontam que o pastor também respondeu a outros procedimentos criminais ao longo das últimas décadas. Em 1988, foi investigado por lesão corporal, processo posteriormente arquivado pela Justiça. Já em 1993, foi condenado por uma contravenção penal relacionada ao porte de arma ou objeto cortante sem licença, recebendo pena de multa. Há ainda um processo registrado em 2014 no Juizado Especial Cível e Criminal de Registro, cuja punibilidade foi extinta em 2015.


Entenda o caso

  • O pastor e funcionário público Dario da Conceição, de 61 anos, foi preso, em flagrante, no dia 23 de junho, por acusação de estuprar a sogra, de 91 anos, em Registro, no Vale do Ribeira.
  • Segundo a investigação, o suspeito aproveitou o momento em que a esposa e o filho haviam saído para um culto religioso para cometer o abuso.
  • A idosa é acamada e monitorada por câmeras instaladas no quarto pelos familiares.
  • Antes do crime, Dario teria desligado a internet da residência para impedir o monitoramento remoto das câmeras.
  • As gravações, porém, continuaram armazenadas no equipamento e foram descobertas pelo próprio filho do suspeito ao verificar o sistema.
  • As imagens foram entregues à Polícia Civil e motivaram a prisão em flagrante do pastor.
  • A Justiça converteu a prisão em preventiva, e a Polícia Civil investiga se o suspeito pode ter cometido outros abusos contra a idosa.

Pastor diz que não se recorda

Ao ser questionado pelos familiares, logo após o crime, Dario da Conceição negou ter cometido os abusos e afirmou que não se lembrava do que havia acontecido. Segundo o depoimento prestado pelo filho à Polícia Civil, o pastor foi encontrado deitado no sofá da residência quando a família retornou do culto religioso. Na ocasião, ele teria dito que “não se recordava” dos fatos e negou ser o autor das imagens registradas pelas câmeras de monitoramento.

Já na delegacia, a postura do investigado foi diferente. Dario exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório e informou que só prestaria esclarecimentos à Justiça. Para a Polícia Civil, porém, a versão apresentada pelo pastor não é compatível com as provas reunidas na investigação.

Câmeras flagraram o abuso

As câmeras de segurança instaladas no quarto da idosa foram decisivas para esclarecer o caso. O equipamento havia sido colocado pela própria família para acompanhar, a distância, a rotina da mulher de 91 anos, que está acamada e depende de cuidados constantes.

De acordo com documentos, o pastor aproveitou o momento em que a esposa e o filho saíram para um culto religioso para desligar a internet da residência. Para a Polícia Civil, a atitude demonstra que o crime foi premeditado, já que o objetivo seria interromper o funcionamento das câmeras e evitar que o abuso sexual fosse descoberto.

A tentativa, porém, não teve o resultado esperado: mesmo sem conexão com a internet, o sistema continuou gravando as imagens em armazenamento interno.

A interrupção do monitoramento chamou a atenção da neta da vítima, que acompanhava diariamente a avó pelas câmeras. Ao perceber que o sistema havia saído do ar, ela entrou em contato com o pai e pediu que verificasse os equipamentos. Depois que a conexão foi restabelecida, ela acessou as gravações, que permaneceram salvas, e encontrou imagens que, segundo a investigação, mostram Dario abusando sexualmente da própria sogra.

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