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Peru: Sánchez alega fraude após virada de Keiko Fujimori e diz que não reconhecerá eleição

23 de Junho de 2026, 19:07 0 visualizações
Peru: Sánchez alega fraude após virada de Keiko Fujimori e diz que não reconhecerá eleição

O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, afirmou nesta terça-feira, 23, que não reconhecerá o resultado do segundo turno das eleições caso seja confirmada a vitória de Keiko Fujimori. Com 99,71% das urnas apuradas, a candidata conservadora lidera a disputa com 50,11% dos votos, ante 49,89% do rival.

Em entrevista coletiva, Sánchez declarou que há uma “fraude em curso” no processo de apuração e convocou seus apoiadores para manifestações no próximo sábado, 27. O candidato voltou a questionar a validade dos votos registrados no exterior, que foram decisivos para recolocar Fujimori na dianteira da disputa.

“Acreditamos que houve manipulação da votação. Não reconheceremos o governo de Fujimori”, afirmou o líder do partido Juntos por el Perú. Ele acusa a Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), órgão responsável pela organização do pleito, e a campanha da adversária de irregularidades relacionadas à contabilização dos votos de peruanos residentes fora do país.

A contagem dos votos do segundo turno, realizado em 7 de junho, segue acompanhada pela análise de recursos e pela revisão de cédulas contestadas. Sánchez chegou a liderar a apuração durante vários dias, mas foi ultrapassado após a incorporação dos votos do exterior.

Segundo dados das autoridades eleitorais, a candidata do Fuerza Popular recebeu mais de 63% dos votos registrados fora do Peru. Já entre os eleitores que votaram em território nacional, Sánchez mantém uma pequena vantagem, de cerca de 25 mil votos, caso os votos do exterior sejam desconsiderados.

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Anulação de votos do exterior

Na segunda-feira, 22, o candidato de esquerda apresentou um novo recurso pedindo a anulação dos votos de cidadãos peruanos residentes em outros países. A campanha sustenta que houve falhas administrativas e problemas na gestão das cédulas utilizadas no pleito internacional.

Esses votos representam cerca de 300 mil eleitores e foram determinantes para a virada de Fujimori na reta final da apuração. Segundo Sánchez, caso sejam desconsiderados, ele passaria a ter uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre a adversária.

Especialistas em direito eleitoral, porém, avaliam que o pedido tem poucas chances de prosperar. Ouvidos pela imprensa peruana, juristas afirmam que a solicitação carece de base legal e pode servir apenas para retardar a proclamação oficial do resultado.

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