Psicóloga do interior de SP usa cinzas do próprio gato em tinta de tatuagem para homenageá-lo
28 de Junho de 2026, 10:00
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Psicóloga do interior de SP usa cinzas do próprio gato em tinta de tatuagem em homenagen Um mês após se despedir do gato Bowie, a psicóloga Raíssa Ximenes saiu de Itu (SP) até Campinas (SP) e encontrou uma forma de manter viva a lembrança do companheiro. Ela misturou as cinzas do animal à tinta usada em uma tatuagem feita para homenageá-lo. O tatuador campineiro Donnie Garcia, que é amigo da psicóloga, sugeriu a ideia assim que soube da perda do animal de estimação. Bowie foi eternizado na pele de Raíssa na última terça-feira (23). "A ideia de utilizar as cinzas na tatuagem vem para, de uma forma mais simbólica, carregar o bichinho na pele pro restante da vida", contou o tatuador. Segundo o profissional, a técnica é antiga, mas pouco conhecida. "As cinzas sempre foram e ainda são utilizadas pra produzir pigmentos em escala industrial, não necessariamente animais ou humanas, mas são utilizadas", explica. 🐈 Raíssa afirma que não sabia dessa possibilidade, mas gostou da sugestão logo de cara. "É uma forma de ter uma parte dele sempre comigo", diz a psicóloga. Como funciona? Psicóloga do interior de SP usa cinzas do próprio gato em tinta de tatuagem para homenageá-lo Arquivo Pessoal O primeiro passo, segundo o tatuador, é garantir que as cinzas sejam estéreis. "Também existe a opção de pedir as cinzas estéreis no próprio crematório. Alguns conseguem garantir a segurança do procedimento. A cremação, por si só, já esteriliza tudo por causa da alta temperatura. Depois, é preciso apenas ter cuidado com o manejo", orienta. Além disso, é preciso atenção ao transporte e ao envase do material. Outro ponto importante é garantir que a cremação seja exclusiva do animal, sem mistura com outros restos mortais. Na hora de tatuar, Garcia colocou o pó diretamente no batoque — o pequeno recipiente onde a tinta fica armazenada durante a sessão. "Uma porção muito pequena, porque o pó não se dilui muito bem na tinta. Só uma quantidade mínima acaba entrando, de fato, na tatuagem", afirma. O profissional destaca que existem empresas no exterior especializadas nesse processo. Elas misturam as cinzas ao pigmento e enviam o produto já esterilizado ao cliente. Cuidados O tatuador ressalta que não há garantia de que as cinzas fiquem na pele para sempre. Isso ocorre devido à ação dos macrófagos, as células do sistema imunológico que atuam na defesa do organismo. Ainda assim, é possível que o material permaneça junto ao desenho. Para que o procedimento seja seguro, alguns cuidados são necessários. Garcia garante que não há risco de contaminação da tinta, desde que o processo de cremação e o empacotamento das cinzas sigam os padrões rígidos de higiene. "Os cuidados durante o procedimento são os mesmos de uma tatuagem comum. No pós-tatuagem também não muda nada: são os mesmos cuidados de uma tatuagem feita sem as cinzas", detalha. ⚡ Bowie, o gatinho rockstar Raíssa conta que Bowie era um de seus cinco gatos e o primeiro que morreu. O animal, que tinha complicações renais, foi adotado ainda filhote após ser encontrado na portaria do condomínio da psicóloga. O nome foi escolhido em homenagem ao cantor britânico David Bowie. "Eu gostava muito dele e achei que seria um nome legal. Coincidentemente, alguns dias depois de adotar o Bowie, o David Bowie faleceu", recorda. Seu nome é um homenagem ao David Bowie Arquivo Pessoal *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
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