Trump diz que prenderam ‘Bolsonaro Jr.’ e que Brasil é ‘bagunçado’ e ‘um pouco perigoso’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro ao comentar a condenação do ex-deputado federal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira, 16, a Primeira Turma da Corte condenou Eduardo a quatro anos de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo contra Jair Bolsonaro por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
Trump também se confundiu ao falar da decisão do Supremo: ele afirmou que haviam prendido um dos irmãos Bolsonaro que estava “indo bem nas pesquisas” — possivelmente em alusão ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não foi alvo de nenhuma condenação. As declarações foram feitas durante a cúpula do G7, que acontece em Evian, na França.
O presidente americano comentava o saldo do último dia de cúpula e, ao responder a uma pergunta de jornalistas sobre o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse ter ouvido dizer que haviam detido “Bolsonaro Jr.”.
“Ouvi que prenderam alguém que está concorrendo para a Presidência. Ouvi que prenderam Bolsonaro Jr., ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam. Porque ele fez uma declaração no Texas. Ou queriam prendê-lo, algo assim”, disse Trump.
“Eles jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nós temos eleições totalmente fraudadas, nós temos eleições fraudadas”, prosseguiu.
Encontro com Lula
Na mesma fala na qual fez menção ao encontro com Lula no G7, Trump não deu detalhes sobre a reunião que aconteceu com o presidente brasileiro, mas confirmou que conversou com o petista. “Sim, conversamos. Passei bastante tempo com ele. [O Brasil] tem se tornado um país um pouco perigoso, politicamente (…) Tem sido uma confusão”, respondeu.
Resposta de Lula
Em coletiva no G7, o brasileiro respondeu ao presidente americano. “Por mim, ele [Trump] pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema, é problema dele, afinal gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil”, afirmou o brasileiro. “Porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles, não meu. Única coisa que quero é respeito pelo Brasil como o que tenho pelos Estados Unidos, só isso”, completou.