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Carlo Ginzburg, um dos historiadores italianos mais reconhecidos no mundo, morre nesta quarta-feira, 17

17 de Junho de 2026, 14:44 0 visualizações
Carlo Ginzburg, um dos historiadores italianos mais reconhecidos no mundo, morre nesta quarta-feira, 17

Carlo Ginzburg, historiador italiano reconhecido mundialmente, morreu aos 87 anos, segundo comunicado de sua filha divulgado nesta quarta-feira, 17. Ele foi pioneiro nos estudos da “micro-história” a partir da análise da vivência de pessoas comuns. A causa de sua morte ainda não foi divulgada.

Ginzburg nasceu em 15 de abril de 1939, em Turim, no norte da Itália. O historiador é filho de Leone Ginzburg, professor de literatura russa e militante antifascista, que foi assassinado pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Na época em que perdeu seu pai, ele tinha somente cinco anos. Sua mãe é a escritora Natália Ginzburg, conhecida por obras como Léxico Familiar.

Ele estudou na Universidade de Bolonha e de Pisa – onde obteve seu doutorado –, terminando sua formação no Instituto Warburg de Londres. Ginzburg lecionou em algumas das mais prestigiosas instituições do mundo: em Bolonha, Harvard, Yale, Universidade da Califórnia (UCLA) e Princeton. No final da carreira, retornou como professor de História das Cultura Europeias em Pisa.

O pesquisador passou seus últimos anos em Bolonha e teve duas filhas, Silvia e Lisa, ambas historiadoras.

O pioneirismo

Ginzburg escreveu sobre diversos temas durante sua carreira: desde julgamentos por bruxarias e magia no renascimento italiano até a história intelectual da Europa. Ele, no entanto, revolucionou sua área de estudos em 1970 ao se aprofundar na “micro-história”, uma corrente que explica grandes fenômenos por meio de investigações em pequena escala, contrapondo-se aos grandes modelos explicativos comuns na história.

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O historiador foi pioneiro ao estudar a cultura popular e a vivência de pessoas comuns. Sua pesquisa se baseava em, por exemplo, figuras anônimas e grupos marginalizados, assim como em temas ligados à bruxaria, aspectos historicamente pouco analisados.

Sua obra mais famosa é “Il formaggio e i vermi” (O Queijo e os Vermes), publicada em 1976. O livro conta a história de vida de um moleiro (dono de um moinho) no século XVI, proveniente de Friuli, no nordeste da Itália, que foi condenado à fogueira pela Inquisição.

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