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Copa do Mundo: como se chama quem nasce na Arábia Saudita ou Cabo Verde?

16 de Junho de 2026, 19:18 0 visualizações
Copa do Mundo: como se chama quem nasce na Arábia Saudita ou Cabo Verde?

Fala, pessoas!

Ainda em ritmo de Copa do Mundo, que neste ano reúne 48 seleções e com elas vem um desfile de nomes, bandeiras e dúvidas. Uma das mais comuns envolve os gentílicos, que é a forma como chamamos quem nasce em cada um desses países. Nem sempre a resposta é óbvia. E às vezes o português guarda mais de uma opção válida.

Separei três casos que estão em destaque neste mundial e que merecem atenção.

Quem nasce na Arábia Saudita é saudita e tem um motivo para isso

 

A forma mais usada é saudita. Existem também as variantes árabe-saudita e saudi-arábico, mas aparecem com muito menos frequência.

O detalhe que explica essa preferência é que árabe não identifica um país específico. É o nome de uma etnia e de uma cultura presente em mais de 20 nações; por exemplo: Egito, Líbano, Síria, Jordânia, entre outras. Usar “árabe” para se referir exclusivamente à Arábia Saudita seria impreciso.

Por isso, saudita, que derivado de “Saud”, nome da família real que deu origem ao país é o gentílico que resolve a ambiguidade com precisão.

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Quem nasce no Egito é egípcio, mas o português guarda outras formas

 

O gentílico mais comum é egípcio (ou egípcia). É o que aparece nos jornais, nas transmissões e na conversa do dia a dia.

O que pouca gente sabe é que a língua portuguesa registra outras duas formas: egipciano e egipcíaco. As duas são corretas, mas praticamente não circulam mais. São registros históricos que ficaram para trás enquanto egípcio se consolidou como a escolha natural.

Vale notar também a variação na grafia: Egito com E é a forma consagrada no Brasil. Em Portugal, a grafia preferencial é Egipto uma diferença que o último Acordo Ortográfico não eliminou completamente do uso cotidiano.

Quem nasce em Cabo Verde pode ser cabo-verdiano ou cabo-verdense e o hífen é obrigatório

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Tanto cabo-verdiano quanto cabo-verdense são aceitas pelas gramáticas e pelos dicionários.

O ponto que mais gera dúvida é o hífen. Ele é obrigatório porque o gentílico é formado a partir de um nome de país composto: Cabo Verde. Nesse tipo de formação, o hífen entra para manter a clareza da palavra original.

Esse caso mostra algo importante: os adjetivos pátrios não seguem um único padrão no português. Não há uma regra universal que determine se o gentílico vai terminar em -iano, em -ense, em -ês ou em qualquer outra terminação. Cada país tem sua própria história e o gentílico carrega essa história junto.

Por que isso importa?

Gentílicos parecem um detalhe pequeno, mas nomear corretamente quem vem de onde é uma forma de respeito com a língua e com as pessoas. E em uma Copa do Mundo, com o mundo todo em evidência, saber esse nome certo faz diferença.

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Esses três exemplos mostram que o português tem mais camadas do que a gente imagina. Às vezes há uma forma só. Às vezes há duas válidas. Às vezes há variantes históricas que sobrevivem nos dicionários, mas sumiram da boca do povo.

Agora que você já sabe escrever os gentílicos corretamente, que tal aproveitar a Copa para explorar a história e a cultura dos países participantes? Você encontra tudo isso no meu projeto “Na Trilha dos Craques”: https://youtu.be/cpx0KODjIsE?si=sZq24IQqyBLb71mZ

Nos vemos na próxima coluna!

Até mais!

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Professor Noslen Borges

www.professornoslen.com.br

Revisão textual: Profª. Ma. Glaucia Dissenha

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