Cristiano Ronaldo troca gols por polêmicas
Cristiano Ronaldo passou em branco no empate de Portugal com a República Democrática do Congo, mas conseguiu algo talvez mais impressionante: transformar uma estreia burocrática em um festival de confusões. Em apenas 90 minutos, o camisa 7 colecionou críticas, indiretas, teorias conspiratórias familiares e até questionamentos sobre seu lugar na equipe.
A primeira faísca veio de João Neves. Autor do gol português, o meia resolveu dizer que Cristiano é “mais um jogador para ajudar a equipe”. Em qualquer seleção normal, seria uma declaração banal. Em Portugal, onde Ronaldo é tratado como um patrimônio nacional, a frase caiu como uma bomba. As redes sociais trataram de transformar o rapaz em inimigo público em tempo recorde.
Quando parecia que a situação não podia ficar mais barulhenta, entrou em campo a família Aveiro. Katia, irmã de Cristiano, curtiu publicações detonando Bruno Fernandes. Depois, surgiram mensagens insinuando que os companheiros simplesmente esqueceram como se passa uma bola para Ronaldo. Como se não bastasse, outra irmã, Elma, sugeriu que Portugal havia sido prejudicado pela arbitragem. Em resumo: faltou gol, mas sobrou drama.
Do lado de fora, os comentaristas também afiaram as chuteiras. Thierry Henry criticou uma jogada em que Cristiano preferiu finalizar a tocar para Bruno Fernandes. Já parte da imprensa internacional começou a levantar uma pergunta incômoda: Portugal ainda joga para vencer ou joga para prolongar a carreira internacional de seu maior ídolo?
O contraste ficou ainda mais cruel porque, enquanto Ronaldo acumulava críticas, Messi fazia hat-trick pela Argentina, Haaland marcava dois pela Noruega e Mbappé brilhava pela França. A Copa mal começou e Cristiano já se viu no papel que mais odeia: o de coadjuvante.