Início / Em Minas, Lula alfineta Neymar e se cala sobre J…

Em Minas, Lula alfineta Neymar e se cala sobre Jaques Wagner

19 de Junho de 2026, 16:51 0 visualizações
Em Minas, Lula alfineta Neymar e se cala sobre Jaques Wagner

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a Minas Gerais nesta sexta-feira, 19, pela primeira vez em três meses. Em uma cerimônia para marcar a ampliação dos atendimentos oncológicos do Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, ele não mencionou as acusações que recaem sobre seu aliado de longa data Jaques Wagner, alvo de uma operação da Polícia Federal na quinta-feira, e alfinetou Neymar, que continuará de fora no segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo.

“O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo. Jogador em home office. Isso eu vi na internet”, brincou o presidente durante o evento. “Acho que, qualquer dia, vamos ter que fazer uma seleção na inteligência artificial, com onze Pelés.”

Neymar se recupera de uma lesão na panturrilha há um mês e não participará da partida que acontece mais tarde nesta sexta contra o Haiti. Ele também não entrou em campo na rodada anterior, no jogo contra o Marrocos, e sua participação durante a fase de grupos da Copa do Mundo ainda é um mistério.

O petista não mencionou durante o evento o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Foi o primeiro evento público após a operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado. Investigações mostraram que o parlamentar recebeu um apartamento e pagamentos de um ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Nesta quinta, Wagner disse que Lula fez questão de ligar para ele e se solidarizar. Em público, no entanto, o presidente ainda não se manifestou sobre o caso.

Sem palanque em Minas

Lula ainda não tem apoio fechado a um pré-candidato no estado, após a desistência de seu favorito, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB). Em meio à indefinição, a última ida do presidente ao estado havia sido há quase três meses, em 20 de março.

Continua após a publicidade

Na cerimônia de hoje, ele minimizou a ausência de um palanque. “Toda vez que a gente vinha anunciar alguma coisa, a gente fazia um palanque com 40 pessoas na mesa, o resto sentado ouvindo. Agora estamos fazendo uma coisa mais íntima”, falou.

Junto do presidente, estavam os ministros da Saúde e de Minas e Energia, Alexandre Padilha e Alexandre Silveira, além de parlamentares do PT e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Apesar de seu nome constar na placa de inauguração, o governador Mateus Simões (PSD) não participou.

Publicidade

Veja Também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.