Novo prefeito de Veneza quer aumentar polêmica taxa para turistas que visitam cidade
O novo prefeito de Veneza, Simone Venturini, declarou que pretende aumentar a polêmica taxa de entrada para turistas que visitam a cidade em um único dia. Em declaração ao jornal Corriere della Sera nesta sexta-feira, 19, o político defendeu a expansão da atual tarifa, que pode chegar a 50 euros (aproximadamente 294 reais), para visitar uma das cidades mais famosas da Itália, apontando que a medida é necessária para lidar com períodos de “maior pressão turística”.
“A taxa de entrada é atualmente a única ferramenta eficaz para controlar o número diário de visitantes. Portanto, estamos trabalhando em uma proposta para torná-la mais eficaz nos dias de maior movimento, com o objetivo de encontrar um novo equilíbrio entre as necessidades de moradores, trabalhadores e visitantes”, disse o prefeito, que tornou a expansão da taxa uma das bandeiras de sua campanha eleitoral.
Em 2024, Veneza se tornou a primeira cidade turística do mundo a cobrar uma taxa de entrada para visitantes. As tarifas eram válidas para 29 dias entre abril e julho, considerados períodos de pico, e foram fixadas em 5 euros (aproximadamente 29 reais). O número de datas foi ampliado nos dois anos seguintes, passando a cobrar o dobro da tarifa para visitantes de última hora. Embora não tenha havido impacto no número de visitantes, os valores permitiram a arrecadação de 2,4 milhões de euros aos cofres da cidade.
Venturini pretende aumentar de forma considerável as tarifas, buscando valores entre 30 e 50 euros (cerca de 176 a 294 reais), a depender das datas. Em entrevista ao Corriere della Sera, ele afirmou que o conselho municipal tem estudado uma proposta para apresentar ao governo federal, buscando obter permissão para aumentar a taxa “em certos dias e quando limites específicos de reserva forem ultrapassados”.
As tarifas são exclusivamente para turistas de um único dia; aqueles que reservam uma estadia em Veneza ou na região do Vêneto recebem isenção de pagamento. O pedágio deve ser pago de forma online, com um QR code sendo entregue aos visitantes para apresentar aos comissários que patrulham os pontos de entrada da cidade.
De acordo com Venturini, os fundos gerados pela nova taxa irão “financiar serviços municipais e apoiar a manutenção e proteção de uma cidade única, construída sobre a água e cujos gastos ultrapassam 100 milhões de euros anualmente”.