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O que diz o BRB após operação do Ministério Público na sede do banco?

19 de Junho de 2026, 18:06 0 visualizações
O que diz o BRB após operação do Ministério Público na sede do banco?

O Banco do Brasília (BRB) afirmou que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã desta sexta-feira, 19. Mais cedo, o Ministério Público do Distrito Federal deflagrou a Operação Juro Zero. O objetivo é investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal.

Segundo informações de bastidores, a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto dos Servidores do DF fizeram um esquema de descontos indevidos, disfarçados de “taxas”, na folha de pagamento de servidores distritais, a partir de um decreto distrital, de 8 de agosto de 2024, que teve origem na Secretaria de Economia, então chefiada por Ney Ferraz.

Seis dias depois do decreto, o PicPay, integrante do grupo J&F, formalizou seu interesse em operar as folhas de pagamento do governo do DF, até então operadas pelo BRB, e oferecer o serviço de adiantamento salarial. Procurado por Veja, o MP disse que a investigação segue sob sigilo.

Em nota, o BRB afirma que não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidores e o PicPay. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB aponta que observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação.

“A instituição esclarece que a BRB Serviços, empresa que integra o Conglomerado BRB, não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay, conforme Decreto n.º 46.103/2024.”, diz o banco.

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A companhia reforça que os fatos sob investigação não dizem respeito à atual administração do BRB. “Por fim, o BRB reforça seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e colabora integralmente com as autoridades competentes”, afirmou a companhia.

O que diz o PicPay?

Já o Picpay reafirmou seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.

A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.

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“O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”, diz o PicPay

A fintech afirma que mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.

A empresa diz que seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.

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