Início / Quem são os torcedores que vão receber US$ 50 mi…

Quem são os torcedores que vão receber US$ 50 mil para assistir a todos os jogos da Copa

25 de Junho de 2026, 15:19 0 visualizações

Dois torcedores recebem US$ 50 mil para assistir à todos os jogos da Copa do Mundo em uma cabine de vidro BBC Com seis partidas por dia até o fim da fase de grupos, acompanhar a Copa do Mundo virou quase um trabalho em tempo integral. Mas, para Kevin Akoto e Austin Franklin, esse é literalmente o caso. Os dois foram contratados para assistir aos 104 jogos do torneio e vão receber US$ 50 mil (cerca de R$ 273 mil) cada pelo trabalho. A BBC conversou com os dois torcedores pouco mais de uma semana depois de começarem seus cargos como chief world cup watchers ("observadores-chefes da Copa do Mundo", em tradução livre) do serviço de streaming Fox One, para saber como tem sido a experiência. É difícil não notar a cabine de vidro feita sob medida no meio da Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, onde os passantes e curiosos podem espiá-los. Akoto e Franklin trabalham ali, em um espaço que conta com poltronas reclináveis, um sofá de couro, duas TVs de tela grande e até uma mesa de pebolim. O espaço também está cheio de itens ligados ao futebol e petiscos, criando o ambiente de uma verdadeira "sala de torcedor". "É o sonho de qualquer fã de futebol de 20 e poucos anos. Se você pudesse colocar qualquer coisa aqui dentro, seria isso que você colocaria como fã de futebol", disse Akoto à BBC. Akoto, que trabalha como cozinheiro na Flórida, e Franklin, influenciador da Filadélfia, superaram milhares de candidatos para conseguir a vaga. Além de assistir a todas as partidas, eles também precisam produzir conteúdo para os torcedores. Como ainda faltam várias semanas para o fim da Copa, que vai de 11 de junho a 19 de julho, os dois dizem que estão tentando dosar o ritmo. "Eu já comecei a sentir o cansaço, o Franklin também. Estamos aprendendo a lidar com tudo o que acontece ao mesmo tempo", afirma Akoto. Franklin concorda e compara a experiência a um acampamento de férias, quando os dias começam a parecer todos iguais. "É realmente uma maratona. No fim das contas, é um trabalho tranquilo: fico sentado no sofá assistindo a futebol. Mas cansa, e faço questão de dormir minhas oito horas sempre que posso." Felizmente, o trabalho não exige que eles durmam na cabine de vidro da Times Square. Ao fim de cada turno, eles voltam para casa para descansar antes do dia seguinte. A dupla já presenciou momentos históricos. Assistiu ao argentino Lionel Messi quebrar o recorde de maior artilheiro da história das Copas do Mundo enquanto saboreava um churrasco argentino. Outro benefício do trabalho é experimentar pratos típicos dos países que disputam o torneio. Nos intervalos entre os jogos, eles também têm a oportunidade de interagir com torcedores, como os milhares de brasileiros que tomaram conta da Times Square. A região turística se transformou em um ponto de encontro de visitantes da Copa, incluindo os noruegueses que fizeram ali a tradicional comemoração conhecida como "remo viking". Torcedores da Noruega fazem comemoração "remo viking" na Times Square Getty Franklin diz que essa tem sido a melhor parte da experiência: conhecer torcedores do mundo todo e conversar sobre futebol, cultura e a forma como cada um está vivendo a Copa nos EUA (sede da Copa ao lado do México e do Canadá). "O mais louco é a frequência com que esqueço que estou na Times Square, com um monte de gente me observando. Fico 10, 15 minutos assistindo ao jogo completamente concentrado. Aí olho para o lado, vejo o Akoto, vejo toda aquela gente passando pela Times Square e percebo onde estou." E quanto aos palpites? Akoto aposta que a Espanha ficará com a taça, embora esteja torcendo pelos EUA e por Gana, país de origem de sua família. Agora no g1 Franklin veste a camisa da Noruega, não por motivos pessoais, mas pelo desempenho da equipe até aqui e pela fase do atacante norueguês Erling Haaland, que atua no clube inglês Manchester City. "É fácil dizer que Espanha ou França vão ganhar. Mas acho que a Noruega está muito perto desse nível. Se as coisas acontecerem da maneira certa, consigo imaginar o time levantando a taça." Já entre quem acompanha a história da dupla, as opiniões se dividem sobre aceitar ou não um trabalho como esse. O torcedor norueguês Eimund Liland, de 52 anos, e sua filha Camille, de 15 anos, afirmam que assistir aos 104 jogos, sem qualquer privacidade, seria um pouco "exagerado". Matthew Mendez, de 18 anos, disse à BBC que preferiria viver a Copa ao lado de amigos ou da família. Já Miguel Sanchez, de 20 anos, mal consegue acreditar na sorte da dupla. "Sério? Isso é até melhor do que ir aos jogos. Ser pago para assistir à Copa do Mundo é uma loucura, uma verdadeira loucura."
Tags: #G1

Veja Também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.